domingo, 30 de maio de 2010

Gosto de pessoas gentis e café quente - part 2

Espaços vazios... Para que nós estamos vivendo? Lugares abandonados ... eu acho que já sabemos o placar ... E continuando, alguém sabe o que nós estamos procurando?
Um outro herói, outro crime impensado...



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Pelos grandes povos habitam em vc, pelas tuas veias cujas historias pulsam, pela tua lingua onde há os gritos daqueles roubaram o proprio verbo....
teus olhares são gentis, e a tua sensatez é a da propria loucura que não se importa... pelo que já em vc que atravessa o tempo sem contar, e as paisagens luminosas de cores vibrantes são suficientes, para cruzar as tempestades.
pelo caos que não te aflige nem derruba...

pelo que me faz admirar.

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poema roubado dela que também sussurra liberdade...
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ALQUIMIA DO VERBO
Para mim Joana.
Há muito me gabava de possuir todas
as paisagens possíveis, e julgava irrisórias
as celebridades da pintura e da poesia moderna.

Gostava das pinturas idiotas, em portas,
telas circenses, placas, iluminuras populares;
a literatura fora de moda,
o latim da igreja, livros eróticos sem
ortografia, romances de nossos antepassados,
contos de fadas, pequenos livros infantis,
velhas óperas, ritmos ingênuos.

Sonhava com as cruzadas, viagens de
descobertas de que não existem relatos,
repúblicas sem histórias, guerras de religião
esmagadas, revoluções de costumes,
deslocamentos de raças e continentes:
acreditava em todas as magias.

Inventava a cor das vogais- A negro
E branco, I vermelho, O azul, U ver-
de com ritmos instintivos.
Me vangloriava de ter inventado um verbo
poético acessível, a todos os sentidos.
Escrevia silêncios, noites,
anotava o inexprimível.
Rimbaud

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O que quer que aconteça, eu deixarei tudo à sorte ... Um outro ataque cardíaco, um outro romance fracassado
E continua, alguém sabe para que nós estamos vivendo? Eu acho que estou aprendendo ...
Eu preciso ser mais morno agora, em breve irei virar a esquina..
Lá fora o rompe o amanhecer, mas lá dentro no escuro, estou sentindo dor para estar livre
O show deve continuar

Por dentro meu coração se quebra, minha maquiagem pode estar se dissolvendo ... Mas meu sorriso continua

Gosto de pessoas gentis e café quente - part 1

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tudo começou porque li FERNANDO PESSOA,
passei horas entre cartas de amor, e amores inuteis...
todos vieram visitar-me.
todos vieram alegrar ou entristecer a memória.
os meus amores fraternos, as minhas exacerbadas paixões.
os meus insubstituiveis, os meus amores-eternos-de-fim-de-semana.
....
assim, como se só, eu fosse o mundo.
Joana... a imagem de Joana sentada em uma cadeira de fio, vestida naquele estilo hippie-senhora-professora, com seus óculos que insistem em tentar sair de seu rosto... pulava de frame em frame, me repetindo - não há nada de novo no front da humanidade.
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e eu gostaria que vcs prestassem atenção ao caos urbano dessa alma,
prestem atenção à sinestesia, prestem atenção às palavras, às linhas, a leveza.... as vezes tenho a impressão de que não sei quem diz o que...

não se trata de nenhum literato, nem de nada que vcs tenham visto... Mas esta que escreve, escreve como mas de uma liberdade que talvez todos nós procuramos... liberdade esta que vcs reconhecerão, logo. e talvez desejarão pra si.

a liberdade de querer sem medo, sem receio, a liberdade de querer por querer...
e querer qualquer coisa... expressados aqui, pelo velho querer-dividir....

despretenciosamente....
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são cartas, são minhas...
E este é um tributo a vc que lê o que eu escrevo, a vcs meus amigos, que ofereço este pedaço de mim...



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segunda-feira, 11 de setembro de 2006 16:44:47

Boa tarde meu neném!!!!!!!!!!!!!

Sim... é verdade....se alguem te falar...alguem assim meio que mestiça e meio que putinha...rsrsrsrws............é verdade......acordei cedo hj e arrumei meu quarto....resolvi organizar a minha vida .....
q coisa naum.....encontro animo nas coisas mais bobas e banais.....ontem fomos a paulista....e vi uma menina ela estava com um ar meio que triste.....estava um tempo gostoso e ela estava com um sobretudo bem fino...estava muito bonita....pele bem clara ....olhos claros......boca rosa....e ela estremamente "colorida" em meio ao ambiente cinza do Masp....estava destoando naquele mar de concreto em que se encontrava e ventou....algumas folhas secas subiram e eu quis morrer por nao estar com uma camera......ai começei a pensar em como faz tempo com algo bom e aproveitavel......mas andamos e comprei uma lembrança para vc.....penso que vai gostar....e meus dedos estao coçando mas eu nao vou te falar...rsrsrsrsrsrwr
e no fim da tarde...meio que sem animo....meio que sem dinheiro....meio que com o estomago ruim.....a nossa amiga Biba falou....ow....estamos perto do cafe piu piu....vamos!....ai pensei....demorou.....e fomos....
so que o local estava 15 conto pra entrar e sem consumir nada e fomos andando ate o outro bar....chamado Aurora.....e tinha o cover do Axel Rose na porta......naum é que o cara realmente era vocalista do cover do Guns....acho que ele simpatizou com a nossa cara e disse -
vc se chama Caroline(B), vc se chama Lilian(H) e vc se chama Tabata(eu)...
o intuito dele era nos colocar para dentro na faixa...ai pensei: - pq eu tinha q ficar com o nome de travesti...é foda!......
nenem....logo na entrada a mulher da portaria me vira para a b:
- Boa noite, seu nome? (Mulher da portaria)
-Caroline. (B)
-Caroline de que?(Mulher da portaria)
- Caroline Caroline.(B)
-Quaquaquaquaqua!!!!!!(EU atras da H.)

nossa como eu ri depois....vc naum imagina....e foi bom o cover do Guns o menininho ate que cantava bem......

eu ainda voun achar seu livro se chama O Melhor do Mau Humor....é isso naum....procuro e procuro e nao acho...mas ainda encontro......

e ai quando cheguei em casa...depois de um dia interessante....me deparei com a minha vida e pensei...ok....ok.........a partir de amanha vc vai rever como anda seus horizontes......

e assim vai ser.......afinal de contas eu ainda vou ter que sustentar 8 filhos....uma esposa...uma amante fixa e as pegadas ocasionais....srsrsrsrrs

saudade de vc nenem...saudade de ti tao imensa quanto seu humor negro exarcebado....

terça-feira, 25 de maio de 2010

hey you...


Quanto a mim o amor passou... mas conservo-lhe uma afeição inalteravel, e não esquecerei nunca. conservo-te como memória viva de um passado morto, como todos os passados devem ser. Como alguma coisa de comovedor, numa vida como a minha em que o progresso dos anos é par do progresso na infelicidade e na desilusão.


Nunca, creia que as qualidades que lhe atribuo fossem uma ilusão minha, seria desprimor para mim, que assim o pensasse.


Peço que não faça como a gente vulgar, que é sempre reles, que não me volte a cara, quando passar por ti, nem tenha de mim uma recordação que entre o rancor.


Fiquemos um perante o outro, como dois conhecidos desde a infancia, que se amaram um pouco quando meninos e embora na vida adulta sigam outras afeições, conservam sempre num escaninho da alma a memória profunda do seu amor antigo e inutil.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

O cafona em Amar...


Dialética ... definição de mim mesma. Durante muito tempo, as pessoas se perguntavam pq eu não sorria... a resposta está aqui.


É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...

Para Viver Um Grande Amor . receita de como amar... se vinicius não o tivesse escrito, provavelmente eu escreveria... é assim que eu amo, é assim que eu vejo o amor... o amor, leve como um abraço curto pra não sufocar.


Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde enclausure-se a mulher amada e prostrar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção com o "velho amigo", que porque é só, vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem Lealdade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vaidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor... Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor.

Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-me-diz— que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva obscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

- tem certeza de que não foi vc quem escreveu?

Eu Sei Que Vou Te Amar .... o amor em cada coisa... existem melhores, sim, com certeza... mas este é bomzinho tbm.... ao amor distante, ao amor carente... blarg! Este é cafona, piegas, pedante, mas pra quem gosta é boa pedida. Eu particularmente prefiro ... “toma um fósforo, acende teu cigarro, o beijo amigo é a véspera do escarro, a mão que afaga é a mesma que apedreja e se alguém ainda causa pena à tua chaga, apedreja esta mão vil que te afaga e escarra na boca que te beija”... hahahahahahahaha”

Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Pra te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida

Se você quer ser minha namorada .... vinicius era um sonhador... mas concordo com ele... em se vc quer ser minha namorada, tem certos quesitos imprescindíveis... e ele descreve o que quer de um namoro com leveza e ironia - exigência de quem tira sarro... é de provocar riso, mas não sem antes ganhar muitos beijos de quem se diz... aquele riso acanhado de quem fala “boba”

Ai, que linda namorada
Você poderia serSe quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarzinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porquê
E se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você
Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos
E os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois.

Soneto do Amor Total .... em soneto do amor total, ele descreve o amor com maestria... sem duvida nenhuma, uma das melhores descrições do amor romântico, vivido dentro de si mesmo, que alguém pôde fazer.

Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Soneto de Fidelidade.... este sem duvida é o meu preferido... este é a perfeição dos amantes e dos apaixonados... dentre os poemas de amor, e amor mundial... mais que as 100 razões de amar de Drummond, que tbm é perfeito, mais que shakespeare, mais que neruda, ... soneto da fidelidade, tem fidelidade só no nome. É leve, livre, compromissado, leal, apaixonado, e o que me descreve em aspirações e inspirações, eu amo como ama este poema.

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

- a tua cara mesmo... em teu jeito meio calhorda... !


Soneto da separação.... no que diz sobre separação, ainda prefiro chico buarque, chico em poesia, separa-se melhor do que vinicius, porém, as separações, são de fato, como vinicius descreve, este é quem sabe, o primeiro momento de um sofrimento, antes que ele se torne TROCANDO EM MIUDOS, OLHOS NOS OLHOS, OU AINDA BASTIDORES.

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.


Soneto do amigo.... ENFIM... é de fato, uma ótima descrição da mais bela forma de amar... o amor fraternal.... amor amigo...


Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...


A maior solidão é a do ser que não ama. ...... e pra completar, essa odisséia em Vinicius em dó, termino com um texto, sobre a solidão.... onde ele vinicius discorre sobre a covardia...
A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete.

Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.